Mansfield Park – livro x filme

Primeiro livro do meu desafio de 12 livros pra 2017 (que eu gostaria de dizer que está indo muito bem e to bem felizona de dizer que em janeiro já li mais dois fora este. #winning)

O terceiro romance de Jane Austen, Mansfield Park conta a história de Fanny Price, a prima pobre dos Bertram. Pra resumir um pouco, o livro começa contando a história de 3 irmãs. Uma se casa bem, com um Sir (Lady Bertram), outra se casa com um pastor e vai morar perto da irmã rica (Sra. Norris) e outra, para desafiar a família, se casa com um marinheiro (Sra. Price). Pouco depois do casamento o marinheiro se acidenta e fica impossibilitado de trabalhar e dar conta dos mil filhos. Num ato de caridade (mais ou menos porque ao longo da história a gente entende que ela é uma megera) da Sra Norris, esta sugere ao Sir Bertram que busquem um filho da Sra. Price para criar, para aliviar um pouco a dureza da irmã. Eles acabam decidindo pela irmã mais velha, Fanny e ela aos 10 anos vai morar na casa do tio em Mansfield Park deixando a família pra trás.

Quando tudo parece que vai bem na vida da Fanny, aparece na cidade os irmãos Crawford: Mary, que acaba por se envolver com o Edmund, o primo da Fanny e seu amorzinho de infância, e Henry, um mulherengo bon vivant que vai acabar se apaixonando por ela. Continue Reading

Bê-à-bá das cores e cantigas

Quinta-feira, dia 12 (ontem) rolou no Sesc uma oficina de cantigas de rodas. A criançada (em teoria de 3 a 6 anos, mas tinha uns menorzinhos também, acompanhando irmãos mais velhos) cantou e dançou cantigas antigas (que ganharam vida nova com a tal da Galinha Pintadinha). Como a Dona Aranha, o Seu Francisco, o Aaaaa-leeeee-crim (alecrim dourado, que nasceu no campo sem ser semeado). Depois de cantarem e dançarem as cantigas, as crianças ganharam um cadernino com a letra das canções e um espaço pra pintar e borrar (alguns elementos os ajudaram a construir os personagens). A Gabi (minha melhor amiga, minha irmãzinha da vida, meu orgulho), a Ana e a Adriana ajudaram a molecada mas cada um soltou sua imaginação como quis. A oficina teve 2 turmas. (com 1h30 de duração cada). Essas fotos são da primeira delas. Em breve publico as fotos da segunda turma também.

Amei muito a ideia e torço pra que haja mais desse tipo de oficina por aqui. Soltar a imaginação, conhecer outras crianças, fortalecer a cultura nacional. PRECISAMOS disso. A infância precisa desse ambiente.

Obrigada aos pais, por trazerem os filhos e não deixarem nossa cultura morrer, obrigada ao Sesc por apoiar projetos como esse e obrigada às meninas que me convidaram pra registrar. Me diverti muito!

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Clarice e as experiências antropológicas

Eu acho que eu tinha uns 11 anos quando li pela primeira vez Clarice Lispector. O livro? “Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres“, o sexto romance dela. Foi um caminho sem volta. Sou do time dos que pensam que ler Clarice é mais do que uma experiência literária, é uma experiência “antropológica”. Aos 11 anos eu pouco sabia da vida, talvez por isso tenha me identificado tanto com ele. E com ela.

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Matheus

Ano passado eu fotografei a Fabiana com o barrigão. Passamos a manhã no parque, fizemos algumas fotos e desde então fui acompanhando o Matheus pelo facebook. Como ele nasceu no fim do ano, acabamos não conseguindo marcar a sessão de fotos antes. Sempre acontecia uma coisa ou outra e tínhamos que remarcar. Até que este final de semana, depois de inúmeras tentativas frustadas, finalmente registrei uma parte da vida deles.

Essas são as minhas sessões favoritas: sem roteiro, sem figurino, sem poses. A vida como ela acontece. Hoje tudo parece tão comum, tão rotineiro, mas com o tempo a vida acontece e nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Especialmente bebê, que cresce na velocidade da luz. Daqui a um tempo a gente sente falta de tudo: da carinha que ele fazia no banho, do jeito que o cabelinho ficava quando se penteava, do olhar curioso pros brinquedos, do soninho na hora do mamá, etc e tal. Até os gatos Tom e Theo entraram na brincadeira e apareceram nas fotos. Afinal, eles também são bebês e também ficaremos com saudades quando eles tiverem velhinhos e sem energia pra abrir as portas no pulo. ❤︎

Não me canso de repetir: pra mim, essa é a importância da fotografia de família: documentar a vida enquanto ela acontece.

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Sobre 2017

2016 foi um ano desafiador em muitos sentidos. Foram muitas quedas homéricas e poucas ascensões gloriosas. Aprendi muito. Chorei bastante. Me recompus e continuo na batalha. No meio de tanto tiro e bomba tive momentos de suspiro e crença. Crença de que tudo isso vai passar. George Harrison sempre me disse : all things must pass.

E com a certeza de que não será sempre este cinza, resolvi postar aqui, pra inaugurar o blog (e também pra ficar registrado e eu poder olhar no decorrer do ano), meus projetos e resoluções para 2017. Continue Reading